A saudade é um privilégio de quem ama.

Mais do que uma despedida, uma ode a uma pequena gigante vida que transformou as nossas. Para Mia, nossa deusa, nossa rainha.

Para Mia,
nossa rainha,
nossa deusa.

Faz mais de 12 horas que eu não paro de chorar. 

Em abril de 2017, conheci uma gatinha que se diferenciava do restante da ninhada: o irmão e a irmã eram pretinhos, com pelo meio amarronzado, e ela era branca e preta, como uma vaquinha. Ela saltitava, rodava, derrapava no piso da casa dos nossos amigos, donos da mãe dela. 

O primeiro nome dela era Koe, que quer dizer vaca em holandês – era fiel à aparência mas a pronúncia da palavra (Ku) era inviável pra ala brasileira da família que ela passaria a ter. 

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Foi amor à primeira vista: ela era diferente, parecia diferente, se comportava diferente. Eu, que a princípio sequer queria adotar um bichinho, tendo acabado de me mudar pra Holanda e nos primeiros meses de relacionamento, me rendi a ela num piscar lento daqueles olhos verdes, esbugalhados. 

Falei aos nossos amigos, espontaneamente, que escolhia ela entre os três para levarmos, e só depois o Timo me avisou que não era bem uma questão de escolha nossa, dependeria de como os filhotes se dariam entre si e com a mãe. 

Pois ela aparentemente nos escolheu também, porque foi tão sapeca e importunou tanto a mãe dela, que a adoção se tornou inevitável. Quando a buscamos, ela era um projeto de bicho, um pouco maior do que a minha mão. Meu avatar em um dos aplicativos que mais uso até hoje é de quando ela tinha a cabeça do tamanho de uma bola de pingue pongue.

O desafio seguinte era escolher um nome: que palavra seria fácil de pronunciar em, no mínimo, holandês, português, inglês e espanhol? 

Lembrei que um dia havia lido que o som da consoante M é um dos fonemas mais frequentes através das mais diferentes culturas. Independente do tamanho da população, do PIB e da proximidade com outros povos, o som de “mãe” parece ser o mais consistente, como se os bebês na sua necessidade primal fossem os primeiros a ditar a linguagem pra todos nós. E o que é a linguagem, senão a tentativa de expressar o que há de primal em nós?

Na época, a minha afilhada mais nova, Mariana, estava prestes a completar seis anos. Era o primeiro aniversário que eu passaria longe dela, o que me arrasava o coração. Eu queria me fazer presente de alguma forma, mas não podia. Nas chamadas de vídeo, ela me contava que o tema da festa ia ser O Mundo de Mia, um desenho que fez parte da vida dela só tempo o suficiente pra se tornar tema da festa e pra se eternizar nas nossas vidas dando nome pra nossa melhor amiga.

“Mia” era simples, fácil de dizer e soletrar. Sem falar que é autoexplicativo: ela é uma gata, e gata mia. Ironicamente, durante os primeiros anos de vida, ela na verdade era uma gata bem silenciosa, e a gente brincava que ela era uma Mia que não miava. 


A Mia atravessou absolutamente tudo com a gente nesses últimos nove anos. 

Ela esteve comigo, deitada no pé da cama, durante os meus piores momentos. Nos dias em que eu não conseguia sair da cama, ela aparecia, vez que outra, pra checar se estava tudo bem comigo. Me espiava pela porta e, quando via que eu tinha percebido a presença dela, saía correndo.

No primeiro Ano Novo, preparamos um bunker para ela sob o sofá com algumas cobertas pra que ela se abrigasse do som dos fogos. Eu tinha comprado umas bolinhas rosas de tecido, da cor da coberta, e até então ela não parecia ter dado muita bola pra elas. Até que, na manhã seguinte do Ano Novo, vimos ela se protegendo do barulho debaixo do sofá e acompanhada de todas as bolinhas que ela carregou, uma por uma, como que pra protegê-las também. Dali em diante, as bolinhas se tornaram os bebezinhos dela, que ela carregava pela casa e trazia pela boca pra nós quando queria brincar.

Quem já nos visitou sabe que a nossa casa é, na verdade, a casa dela. Tudo o que ela tocava, se tornava dela: do colchão que ficou na parede da sala porque ela decidiu que seria um excelente ponto pra deitar e nos olhar de cima, até uma cadeira de escritório que demoramos uns quatro anos pra nos desfazer porque toda vez que colocávamos perto da porta ela subia e nos encarava, como quem diz “vocês é que pensam que mandam aqui”.

A gente esticava a colcha na cama do jeito que ela gostava. Amassava a comida molhada pra dar menos trabalho. Servia leite no pires, exatamente no lugar certo, porque senão ela não tomava. 

CarolMilters.com Website Imagens 26 Burnout Neurodivergencia e Criatividade no Trabalho 3 Carol Milters A saudade é um privilégio de quem ama.

Na primeira vez que fizemos churrasco no nosso apartamento, o Timo separou um balde pequeno com água pra deixar perto da churrasqueira por medida de segurança. Ela olhou pro balde e decidiu que daquele dia em diante só tomaria água dali – e assim foi por anos. Quando viajávamos e a deixávamos com um amigo ou nossos sogros, o balde ia junto, e com ele a história.

Não faz um ano que a gente aprendeu que, quando ela vinha fazer os pãezinhos na gente, era pra ficarmos paradinhos porque ela queria deitar.

Por uma ironia do destino, esses últimos meses foram os melhores que tivemos com ela. Parecia que estávamos acertando em tudo: na comida, na quantidade de carinho, nos rituais imutáveis. Em meio à onda de calor extremo que fez na Holanda nas últimas semanas, ela chegou a convencer o Timo de sentar no chão da sacada pra ficar com ela – coisa que eu em quase 10 anos de relacionamento com ele não havia conseguido. 


A Mia chegou de repente na nossa casa, e mudou tudo.
E também de repente, sem explicação, ela também se foi.

Sem dor, sem sofrimento desnecessário.
Uma hora, pedindo petisco, agarrando a mão do Timo com a patinha, e em seguida, imóvel.

Faz nove anos que eu me mudei para a Holanda. Eu já vivi muita coisa difícil, já me ausentei de incontáveis eventos de todas as magnitudes; familiares, profissionais, sociais. Mas nada me preparou pra que o instante mais difícil de todos acontecesse justamente quando eu estivesse no Brasil.

Aqui, um adendo importante: entendemos que diferentes pessoas enfrentam essas situações de maneiras diferentes. Algumas pessoas podem querer ir atrás, tentar investigar a fundo qual foi exatamente a causa, se era algo que já se apresentava antes ou não. 

Pra nós, nada disso importa.

Ela aparentava e se comportava de forma perfeitamente saudável, e a veterinária relatou que ela não tinha nenhum sinal de algo que pudesse ter sido identificado antes, ou que mudasse o que aconteceu. Ela foi cuidada por nós como a rainha que era, e a partida dela poderia ter acontecido em qualquer outro momento. O que nos resta é aceitar o que aconteceu, honrar a memória dela e seguir em frente. 

Agradecemos a compreensão e o respeito em não estender o pior momento mais do que ele já durou pra nós.

Vou precisar de outro dia, outro fôlego e outro texto pra escrever sobre o rasgo que faz a gente olhar quem a gente mais ama no mundo sentindo a maior dor do mundo e não poder fazer quase nada. E talvez outro pra falar sobre os momentos na vida em que parece que as coisas começam a se encaixar, e então tudo se desorganiza de novo.

Aqui eu não quero falar disso. Aqui e agora, quero falar da Mia. A nossa minhoca, Mia Loquinha. A minha velha, que eu chamo de véia desde que tinha menos de um ano. 

A ferida ainda tá aberta demais pra eu tentar encontrar sentido nisso. Eu sei que existe, e eu sei que ele há de surgir, mas eu também não quero acelerar o processo. Quero sentir toda a dor da ausência que a ausência traz. Quero chorar no banho, quero soltar ranho pelo nariz vendo fotos e vídeos dela. Quero ser surpreendida numa terça-feira qualquer com uma lembrança aleatória, e desabar. 

Porque se dói tanto é porque a gente amou tanto que o corpo inteiro não consegue ficar inerte. Se dói tanto é porque importou tanto. 


Foi tudo muito intenso, tudo muito rápido. 

Às 5h da manhã de segunda-feira, seis de julho de 2026, enquanto conversava com o Timo, chorando, sendo amparada pela minha mãe em Canoas, eu comprei uma passagem que sairia de Porto Alegre às 11h. Era literalmente o primeiro voo que eu conseguiria pegar de volta pra casa. 

Minha mãe foi quem viu a ligação do Timo. Ela me chamou e ficou do meu lado enquanto eu fazia a chamada mais difícil de toda a minha vida. Ela me trouxe água com açúcar, chá, me deu a mão, me deu colo. Arrumou a mala inteirinha pra mim, e só não me deu o coração dela porque parte dele já eu carrego há muito tempo. 

Minha irmã me ligou às 7h. Meu pai tentou esquecer por uns minutos a dor de cabeça e na coluna, e me levou no aeroporto. Algumas amigas foram me consolando, disponibilizando tudo o que tinham, mesmo ainda em choque. Eu vi o Timo dando a notícia ao meu sogro e os assisti através da tela do telefone enquanto chorávamos, todos, em choque. 

Tomei um comprimido sublingual porque senti a minha mente indo embora, e o que eu mais precisava era permanecer sã. 

Embarquei o mais rápido que pude. Há dez anos, eu atravessei o mundo pra encontrar o Timo, e hoje eu larguei tudo pra atravessar de novo. Por ele, pela Mia, e pela família que nós três construímos, eu atravessaria o tempo e o espaço sem pensar duas vezes.

Neste instante, eu sobrevoo o oceano, em um horário que não é noite nem dia, de forma complemente inesperada, ainda em choque. Ainda sem acreditar que escrevo que vou me despedir da Mia, mas precisando escrever, precisando aceitar. E indo encontrá-los, pra vivermos o mais difícil da única forma que se vive algo difícil: juntos


O Emicida diz que só morre quem não presta,
porque quem vive é eterno na memória de quem fica. 

No aeroporto, enquanto esperava o elevador, me dei conta de que minhas afilhadas e minhas amigas jamais conheceriam a Mia pessoalmente. Comentei com a minha mãe, comecei a chorar. 

O luto tem dessas. De uma hora pra outra, a gente se dá conta de algo minusculamente imenso, e aquilo se torna insuportável. Alguns minutos atrás, o Timo me mandou uma foto antiga dela na cama, pedindo um petisco. Era um ritual sagrado: toda noite a gente dava alguma coisinha pra ela. E ela tinha tantos rituais que nossos dias eram preenchidos por momentos centrados na Mia, que agora fazem parte de nós como casal, e como família.

Com o tempo, essas pequenas grandes coisas vão se multiplicando, e talvez um dia elas até comecem a se esparsar, mas eu sei – e espero – que jamais vão totalmente embora.

Uma grande amiga minha, a Fê, me acompanhava em uma chamada de vídeo enquanto eu embarcava no voo que faço agora, rumo a Frankfurt. Ela havia conversado com a minha mãe, que comentou o que eu tinha falado de não conhecerem a Mia, e me disse: “Carol, a gente conheceu a Mia. Muita gente conheceu a Mia, e eu quero te agradecer por ter mostrado a Mia pra todos nós”. 

Obviamente que eu desabei ouvindo, tanto quanto desabo agora lembrando, e desabarei toda vez que lembrar. Ainda bem.

A Mia fez parte da infância das minhas afilhadas sem elas nunca terem-na visto pessoalmente. Ela era conhecida por gente do mundo todo. Ela deixou a sua marca (talvez na forma de arranhão ou mordida com seus dentinhos minúsculos) em amigos, amigas, familiares, conhecidos e até pessoas que nem fazem mais parte das nossas vidas. 

Independente do gosto por bichos ou gatos, ninguém era imune à beleza e ao charme dela. Ela caminhava pela casa como a diva que ela sabia que era. Ela era a dona da casa, sabia que era, agia como se fosse. E se o meu coração não dilacerou por completo ainda, é porque eu lembro que eu e o Timo fizemos tudo o que pudemos pra dar a ela a melhor vida que uma gata poderia pedir. 

A Mia faz parte da memória de quem adorava vê-la na árvore de Natal. Por oito anos, arrumar a árvore era um evento por si só: ela ficava eufórica quando trazíamos as caixas de decoração do depósito, rolava nos galhos. Os meses seguintes, ela passava estapeando as bolas de natal pra fora da árvore, espalhando pela casa, tentando chegar cada vez mais no topo da árvore, ou ficando de boas sobre os galhos, sempre acima de nós, demonstrando a sua evidente dominância.

Nesse ano, inclusive, a gente deixou a árvore até março, dizendo que era a última temporada que ela poderia subir naquela árvore, já que temos planos de nos mudar. O que a gente não sabia é que essa seria a última temporada da Mia.

CarolMilters.com Website Imagens 26 Burnout Neurodivergencia e Criatividade no Trabalho 2 Carol Milters A saudade é um privilégio de quem ama.

A gente sempre acha que tem mais tempo.

Eu acredito que já vivi bastante coisa – meio que já vivi mais de uma vida nessa mesma vida. Mas o que aconteceu com a Mia foi algo sem precedentes.

Já perdi familiares queridos por doenças crônicas, e já vi pessoas que atravessaram longos períodos com seus bichinhos. Até mesmo no caso de algo que acontecesse de repente, como o que aconteceu com a Mia, normalmente se tem um certo intervalo de algumas semanas, dias ou até mesmo horas, pra se ter alguma compreensão e buscar solução, pra daí a piora ou a melhora do quadro. 

O que me tirou o chão e ainda vai levar tempo, terapia, amor e o que mais existir pra que eu consiga processar, foi a velocidade e a intensidade de tudo. 

Às 19h de domingo, eu recebi uma foto da Mia ao lado do e-reader do Timo, esperando ele pra deitar, majestosa como sempre. Às 5h de segunda, minha mãe me acorda, eu pego meu telefone e tem quatro chamadas não atendidas dele (o que é inédito). Ligo pra ele, o vejo em completo desespero, a Mia na mesa do veterinária, já sem vida. Às 10h da manhã, eu já estou atravessando o raio-x do aeroporto de Porto Alegre rumo à Holanda, 21 dias antes do previsto. 

Enquanto escrevo, passaram-se 24 horas da foto que o Timo mandou dela o esperando pra deitar. 

Como pode a mente, o coração, e o espírito conceber isso tudo? O que eu faço com isso tudo? Medito? Escrevo? Durmo? Me distraio? Choro, converso, grito, tento voltar no tempo?

Ontem à noite, pouco antes de eu dormir, e depois que vi a foto da Mia na cama, minha mãe entrou no quarto onde eu estava, na casa dela. Ela me disse, “vim aqui te aproveitar um pouquinho, não é sempre que tu tá aqui.” Ela me fez um carinho na mão, e eu confesso que não retribuí como poderia. Eu estava prestes a dormir e não me mexi muito. Mas eu achava que eu teria mais três semanas ali, entre coisas a resolver, passeios e conversas.

Algumas semanas antes, a preparação para ir ao Brasil foi muito difícil. Tive uma crise de ansiedade e precisei tomar um remédio de emergência (o mesmo que tomei para conseguir voltar de avião inesperadamente). Eu ficava dizendo que algo dentro de mim não estava funcionando, que eu não ia conseguir. Timo me confortou, me lembrou de tudo e de todos que estariam me esperando de braços abertos.

Quando comecei a me sentir melhor e chegou a hora de ir para o aeroporto, a Mia se escondeu em uma das caixas de papelão quando fui dar o último tchau. Eu até brinquei com o Timo: “é, eu e a Mia não somos muito boas em despedidas”. Durante o dia, eu já pego ela no colo inúmeras vezes (sempre contra a vontade dela), brincado com ela, dado uns petiscos. Minha despedida ali, na porta, seria só uma formalidade mesmo.

Não acredito que minha ansiedade tenha sido uma espécie de pressentimento sobre a Mia, e não acho que deveria ter ficado em casa por causa do que senti. Eu tinha algumas coisas importantes para fazer, tanto para mim quanto, e principalmente, para o futuro da nossa família. E não era a primeira vez que eu passava algumas semanas longe de casa, então eu sabia que ela estaria excepcionalmente bem cuidada pelo Timo (e que ela também cuidaria bem dele).

O que me mata é que eu prometi a ela que voltaria em algumas semanas. Que ainda teríamos muito tempo para brincar, que ela teria infinitas oportunidades de me arranhar e me estapear enquanto eu a escovasse, e que o motivo da minha ida era para cuidar de algo que também seria a realização de um sonho para ela.

Eu achei que teria mais tempo com a Mia. 
Se não pra vivermos, pelo menos pra dizermos adeus. 


O que me consola é que, se o Emicida tá certo, ela jamais vai morrer mesmo.

Ela estará sempre com a gente, ao nosso redor e dentro de nós.

O pelo dela vai ficar nas nossas roupas e nas nossas coisas por um bom tempo. 
Os arranhões dela estão marcados na nossa pele.

A memória dela vai compor os nossos dias, as nossas conversas. 
Os rituais que fazíamos com ela vão ainda nos doer, mas com o tempo até a dor vai ficar bonita.

CarolMilters.com Website Imagens 26 Burnout Neurodivergencia e Criatividade no Trabalho 4 Carol Milters A saudade é um privilégio de quem ama.

Mialoquinha, amor da sua mãe,
Obrigada por ter nos escolhido.

Obrigada por ter cuidado tanto da gente, mandado tanto na gente, estapeado tanto a gente, arranhado tanto a gente.
Obrigada por cada ronronada, cada massagem e cada miado nesses anos.

Obrigada por nos receber na porta da sala cada vez que chegávamos, se alongando depois de um longo sono na nossa ausência, e por pular na janela pra se despedir da gente cada vez que saíamos, agarrando nossos dedos pela fresta da janela.

Obrigada por fazer um amor que já era grande transbordar, imenso.

Obrigada por ser minha companheira de soneca, de escrita e de pintura.
Obrigada por ser a assistente do Timo e a companheira dele de TV.

A gente fez o melhor que pôde, e te amou de um jeito que nem sabíamos ser capazes de amar.
Espero que tu tenha sentido isso em todos os dias da tua vida, e que tu carregue esse amor infinito por toda a tua eternidade.

Tu sempre foi a rainha da nossa família.
E agora, se tornou a nossa deusa.

Pra sempre.
Obrigada por tudo.

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Assinatura Escura CarolMilters.com Website Imagens 26 Burnout Neurodivergência e Criatividade no Trabalho (1)

Escritora, facilitadora e criadora de espaços de cuidado para pessoas atravessando a síndrome de burnout.

Autora dos livros Minhas Páginas Matinais: Crônicas da Síndrome de Burnout e Um Passo por Dia: Meditações para (re)começar, sempre que preciso 

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sobre a autora

Carol Milters é escritora, facilitadora e criadora de espaços de cuidado para pessoas atravessando a síndrome de burnout.

Autora dos livros Minhas Páginas Matinais: Crônicas da Síndrome de Burnout e Um Passo por Dia: Meditações para (re)começar, sempre que preciso 

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