É preciso escrever a dor

É preciso escrever a dor.
É preciso deixar que ela escorra pelos nossos dedos,
E assim,
Saia de nós.

É preciso encarar a dor,
Entender que ela não é punição divina,
Perceber que ela não é escolha sua,
Aceitar que, quase sempre, ela é injusta,
E abrir a porta pra que ela consiga ir embora.

É preciso dizer em silêncio.
É preciso olhar pra dentro e reconciliar-se consigo mesmo.

É preciso elaborar,
Partilhar,
Respirar.

Pra que assim, talvez,
A nossa dor ajude a aliviar a dor do outro,
Pra que assim, talvez,
A nossa dor se transforme em força,
Pra que assim, talvez,
A gente consiga seguir em frente.

Com amor,
Carol Miltersteiner

. . .

Assinatura Escura CarolMilters.com Website Imagens 26 Burnout Neurodivergência e Criatividade no Trabalho (1)

Escritora, facilitadora e criadora de espaços de cuidado para pessoas atravessando a síndrome de burnout.

Autora dos livros Minhas Páginas Matinais: Crônicas da Síndrome de Burnout e Um Passo por Dia: Meditações para (re)começar, sempre que preciso 

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sobre a autora

Carol Milters é escritora, facilitadora e criadora de espaços de cuidado para pessoas atravessando a síndrome de burnout.

Autora dos livros Minhas Páginas Matinais: Crônicas da Síndrome de Burnout e Um Passo por Dia: Meditações para (re)começar, sempre que preciso 

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