É preciso escrever a dor.
É preciso deixar que ela escorra pelos nossos dedos,
E assim,
Saia de nós.
É preciso encarar a dor,
Entender que ela não é punição divina,
Perceber que ela não é escolha sua,
Aceitar que, quase sempre, ela é injusta,
E abrir a porta pra que ela consiga ir embora.
É preciso dizer em silêncio.
É preciso olhar pra dentro e reconciliar-se consigo mesmo.
É preciso elaborar,
Partilhar,
Respirar.
Pra que assim, talvez,
A nossa dor ajude a aliviar a dor do outro,
Pra que assim, talvez,
A nossa dor se transforme em força,
Pra que assim, talvez,
A gente consiga seguir em frente.
Com amor,
Carol Miltersteiner

