Faz um ano que comecei a pintar

ALERTA DE ARTE FEIA C/ REFLEXÃO ✨
Faz um ano que comecei a pintar.
Tenho ZERO técnica

Já pintei quadros pequenos, alguns horrorosos, mas alguns até bem legais, considerando a minha total falta de conhecimento.

Fazia uns meses que eu não pintava,
nem mesmo durante as minhas pausas.

Me comprometi a pintar pelo menos um quadrinho até o final destas mini-férias.

Na noite de sábado, aos 45 do 2º tempo, cumpri.

Fiz 2 quadros pequenos que ficaram até bons, e me empolguei.

No domingo, quis pintar mais –
e foi quando saiu isso que você vê aí na foto.

Um grandissíssimo caos.
Uma zoeira.
Nenhuma evocação mais profunda, nenhuma alegoria.

Péssimo em concepção,
pior ainda em execução.

Mas enquanto eu estava pintando,
eu me sentia bem.

Não me senti tão diferente dos primeiros.

Mas o resultado final ficou, convenhamos, uma bosta.

Isso acontece com a pintura, com a escrita, com um monte de coisas que eu faço.

Eu começo a fazer, pego gosto, e o resultado sai até melhor do que eu esperava.

Daí eu faço de novo, mas algo não sai como eu imaginava (já que agora minha expectativa foi pro teto).

A compreensão das nossas expectativas é uma das coisas que mais nos afeta emocionalmente.

Entre o que a gente espera e o que se realiza no mundo existe, SEMPRE, um espaço.

Se a gente foca todas as nossas energias nesse espaço, o tesão do fazer e a alegria da realização vão embora.

E essa pintura horrenda aí me lembrou que o que importa, de verdade,
não é o resultado final.

Não é se vai fazer sentido pra mim, pra você ou pro outro.
É o processo.

É o dispor os materiais em um canto da sala.
Sentar no chão.
Colocar uma música.
Repousar o pincel sobre a tela.
Misturar uma cor com a outra.
Deixar a tinta decidir pra onde vai.

Intuir que outra cor vai bem com essa sem se importar muito com o motivo.
Desligar do que tem lá fora e religar com o que tem aqui dentro.

Sentir as mãos em movimento.
Entrar em um estado diferente da distração da realidade nossa de cada dia.

O processo é o que importa de verdade.
O caminho.
O percurso.
O passo.

Volto da folga renovada,
pronta pra muito mais.

E reconectada com o que importa de verdade.

Com amor,
Carol Milters

. . .

Assinatura Escura CarolMilters.com Website Imagens 26 Burnout Neurodivergência e Criatividade no Trabalho (1)

Escritora, facilitadora e criadora de espaços de cuidado para pessoas atravessando a síndrome de burnout.

Autora dos livros Minhas Páginas Matinais: Crônicas da Síndrome de Burnout e Um Passo por Dia: Meditações para (re)começar, sempre que preciso 

temas relacionados:

sobre a autora

Carol Milters é escritora, facilitadora e criadora de espaços de cuidado para pessoas atravessando a síndrome de burnout.

Autora dos livros Minhas Páginas Matinais: Crônicas da Síndrome de Burnout e Um Passo por Dia: Meditações para (re)começar, sempre que preciso 

compartilhe:

neste ensaio:

A leitura termina.
A reflexão continua.

Às vezes, uma frase basta para dar forma ao que ficou ressoando.
Talvez alguém precise ler exatamente o que você tem a dizer.

Este é um espaço cuidado; cada comentário é lido antes de ser publicado.

guest
opcional
Você receberá uma confirmação quando o comentário for aprovado

0 reflexões
Ver toda a conversa:

. . .

Envie este ensaio para alguém -
ou guarde para mais tarde:

LinkedIn
Threads
Twitter
E-mail
Imprimir
WhatsApp

Se algo aqui te tocar, talvez já seja um passo por hoje.

O conteúdo deste site está licenciado como
Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional

carolmilters.com © 2026