O dia em que eu consegui me enxergar

Eu que fiz: o livro, a foto, o cabelo.
A capa do livro, o corte de cabelo, a iluminação e a edição.

Eu que edito os vídeos, que crio os formulários, que organizo os encontros em grupo, que planejo, desenho e executo o site, que planejo conteúdo, que desenho os posts, que defino paleta de cores, tipografia, elementos visuais e sonoros.

Eu que escolhi a gráfica onde imprimiria o livro a 10 mil km de distância de onde eu moro pra poder vender no Brasil com a mesma facilidade com que eu vendo aqui na Holanda.

Eu que apanhei do Indesign,
do Photoshop,
do Audacity,
do Excel,
do Trello,
do Canva,
do WordPress,
do Elementor
e até do Wix.

Eu que registrei meus domínios, comprei os ISBNs. Eu que traduzi e editei o livro inteiro do inglês pro português.

Eu que escolhi, comprei e li os livros que uso de referência por todo lado.

Eu que pendurei e despendurei post-it nas paredes da casa com meus sonhos e minhas metas.

Eu que escrevia pelos espelhos da casa frases de força.

Eu que lembrava – e ainda lembro – de tomar o remédio todo santo dia, na primeira hora da manhã.

Eu que, quando parece que o poço não tem mais pra onde afundar, me digo chega!, e me levanto de volta.

Ninguém é uma ilha.

E eu te garanto que eu jamais conseguiria realizar isso tudo sozinha.

Mas no final das contas,
ninguém vai resolver os nossos problemas por nós.

Apoiamos e somos apoiados, sim:
mas o desejo é sempre nosso,
a palavra é sempre nossa,
a ação é sempre nossa,
e quem fica pra recolher as migalhas
– ou os louros,
somos,
invariavelmente,
nós.

Então, só hoje, me deixa fazer a Anitta, porque isso faz bem: “hoje eu quero agradecer é a mim mesma, mesmo.”

Não sai desse post sem deixar nos comentários uma coisa FODA que você tenha feito.

Bom fim de feriado.

. . .

Assinatura Escura CarolMilters.com Website Imagens 26 Burnout Neurodivergência e Criatividade no Trabalho (1)

Escritora, facilitadora e criadora de espaços de cuidado para pessoas atravessando a síndrome de burnout.

Autora dos livros Minhas Páginas Matinais: Crônicas da Síndrome de Burnout e Um Passo por Dia: Meditações para (re)começar, sempre que preciso 

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sobre a autora

Carol Milters é escritora, facilitadora e criadora de espaços de cuidado para pessoas atravessando a síndrome de burnout.

Autora dos livros Minhas Páginas Matinais: Crônicas da Síndrome de Burnout e Um Passo por Dia: Meditações para (re)começar, sempre que preciso 

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A leitura termina.
A reflexão continua.

Às vezes, uma frase basta para dar forma ao que ficou ressoando.
Talvez alguém precise ler exatamente o que você tem a dizer.

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