A pausa é produtiva.
É saudável.
É necessária.
Quando nos colocamos em um ritmo acelerado,
Quando nos ocupamos constantemente,
Quando nos pomos a fazer cinco coisas ao mesmo tempo,
Estamos andando pra trás.
Não só em termos práticos,
Mas em termos da evolução da espécie
– quem está sempre em alerta,
Sempre com um olho no peixe e outro no gato,
é a PRESA.
É a espécie que corre risco de extinção.
Já faz alguns milhares de anos que nós não corremos esse risco
– ao menos, não no curto prazo.
No entanto, as redes neurais que nos defendem do predador continuam ativas.
Elas podem já ter nos salvo a vida
– mas a verdade é que elas só nos são verdadeiramente úteis uns 2% do tempo.
Ser multitarefa não é ser evoluído.
Trabalhar sem parar não é ser evoluído.
A habilidade de contemplação, sim,
é sinal de evolução.
O privilégio de parar.
O controle sobre a velocidade e a direção.
Esses, sim, são sinais de evolução.
Esta é a primeira vez que eu faço uma pausa voluntária
– não porque a empresa pediu,
– não porque meu parceiro também estará de férias,
– não porque eu estou doente ou com risco de,
mas porque EU QUERO,
mereço e preciso.
Me permitir parar não tem sido fácil
– digo a mim mesma que não tenho dinheiro o suficiente,
que eu nem trabalho tanto assim,
e tantos outros autoenganos que todos cometemos.
Mas eu sigo, porque sei que é importante pausar.
É DIGNO pausar.
Espero que você também se permita.
Espero que você também entenda que o que nos ensinam sobre trabalho é bastante equivocado.
O que quer que seja,
Pode esperar.
Menos o momento presente.
E é pra lá que eu vou.
Com amor,
Carol Miltersteiner

