Temos direito a uma vida que nos faça sorrir

Eu carrego comigo uma utopia:
a de que todos nós,
sem exceção nenhuma,
em qualquer lugar do planeta,
temos o direito a uma vida que nos faça sorrir.

Uma vida que faça jus ao sangue que corre nas nossas veias,
que celebre a incrível série de coincidências que culminou em estarmos aqui,
agora,
bem do jeitinho que estamos.

É uma ousadia e tanto
buscar pelo lado bom das coisas e das pessoas.

Custa, às vezes.

Mas existe beleza na sombra de uma toalha estendida no varal.
No caminhar das crianças pela rua.
Na vista que só a gente tem, aqui, da nossa janela.

A beleza dos momentos não tem a ver com perfeição estética ou com simetria,
tem a ver com o que eles simbolizam.

A existência é essa.
É aqui.
É agora.

Não há por que ter pressa.
Não há por que correr cegamente atrás de um sonho que nem foi você quem sonhou.

Quando eu desisti de tentar ser quem eu não era,
eu entendi que o mundo era grande,
potente,
abundante.

Quando eu entendi que não precisava ser outra coisa além de eu mesma,
quando eu aprendi que a maior riqueza que existe é a do afeto,
percebi que era possível escrever a minha história com as minhas próprias mãos.

Que estar viva é ouvir uma música que toque o coração.
É conversar com alguém que a gente ama sem hora ou sem agenda.
É sentir os raios do sol batendo no rosto.

O mundo precisa que a gente seja a gente.
Quando nos permitimos ser nós mesmos,
Quando começamos a acreditar na gente,
transformamos empecilhos em oportunidades,
tropeços em passos de dança,
fracassos em lições.

Nos tornamos mais gentis conosco e com o mundo.
Cuidamos de estar bem e de fazer bem.

Criamos coragem para dizer o que precisa ser dito.

Temos olhos pra ver a vida vencendo.
O coração aberto pra receber as lições do caminho.
A cabeça boa para contribuir de formas inimagináveis.

Entendemos que todos somos um.
Acreditamos que dá pra ser diferente.

Encontramos as palavras.
E sorrimos com a vida.

Carol Miltersteiner

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Assinatura Escura CarolMilters.com Website Imagens 26 Burnout Neurodivergência e Criatividade no Trabalho (1)

Escritora, facilitadora e criadora de espaços de cuidado para pessoas atravessando a síndrome de burnout.

Autora dos livros Minhas Páginas Matinais: Crônicas da Síndrome de Burnout e Um Passo por Dia: Meditações para (re)começar, sempre que preciso 

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sobre a autora

Carol Milters é escritora, facilitadora e criadora de espaços de cuidado para pessoas atravessando a síndrome de burnout.

Autora dos livros Minhas Páginas Matinais: Crônicas da Síndrome de Burnout e Um Passo por Dia: Meditações para (re)começar, sempre que preciso 

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