Cá estamos nós,
Seres em evolução,
habitando um universo que surgiu do caos e hoje tem tudo isso que a gente vê,
e a mudança ainda nos assusta.

Um dos comentários que mais recebo nos posts, nas DMs e nos encontros o #BurnoutadosAnônimos é esse:
“Meus colegas/parentes/amigos dizem que eu não sou mais a mesma/o mesmo”.

Hoje eu consigo dizer,
“Que bom!”

Porque é da natureza humana a mudança
– por mais que o nosso sistema nervoso rejeite isso.

Enquanto eu estava entre burnouts,
no entanto,
eu tinha uma ânsia doida por “voltar a ser a Carol de antes”.

Eu queria voltar a ganhar o que ganhava antes,
voltar a poder trabalhar o quanto trabalhava antes,
voltar a confiar nas pessoas o quanto confiava antes,
voltar a me entregar o quanto me entregava antes.

Mas a vida anda numa direção só:
em frente.

Não existe, com ou sem burnout,
com ou sem depressão/ansiedade/pânico,
voltar atrás.

E é difícil fazermos as pazes com o fato de que uma versão nossa morreu.

Morreu, mesmo.
Morreu de estresse.
Morreu de falta de autocuidado.
Morreu de agradar os outros.

Pela nossa programação mental,
é fácil cair na cilada de olhar só pras perdas:
tudo o que deixamos de fazer e conquistar.

Mas se mudamos a perspectiva sutilmente,
podemos ver que os ganhos são infinitos:
a gente volta a ser a gente.

Nos cuidamos – e, com isso, aprendemos a cuidar melhor do outro.
Dedicamos nosso tempo ao que realmente faz sentido.
Não toleramos mais abusos.

Pra quem abusa da nossa boa vontade,
essa mudança pode ser realmente insuportável.

Pra todas as outras pessoas
– incluindo nós mesmas,
é a melhor coisa que poderia nos ter acontecido.

Com amor,
Carol Miltersteiner

. . .

Assinatura Escura CarolMilters.com Website Imagens 26 Burnout Neurodivergência e Criatividade no Trabalho (1)

Escritora, facilitadora e criadora de espaços de cuidado para pessoas atravessando a síndrome de burnout.

Autora dos livros Minhas Páginas Matinais: Crônicas da Síndrome de Burnout e Um Passo por Dia: Meditações para (re)começar, sempre que preciso 

temas relacionados:

sobre a autora

Carol Milters é escritora, facilitadora e criadora de espaços de cuidado para pessoas atravessando a síndrome de burnout.

Autora dos livros Minhas Páginas Matinais: Crônicas da Síndrome de Burnout e Um Passo por Dia: Meditações para (re)começar, sempre que preciso 

compartilhe:

neste ensaio:

A leitura termina.
A reflexão continua.

Às vezes, uma frase basta para dar forma ao que ficou ressoando.
Talvez alguém precise ler exatamente o que você tem a dizer.

Este é um espaço cuidado; cada comentário é lido antes de ser publicado.

guest
opcional
Você receberá uma confirmação quando o comentário for aprovado

0 reflexões
Ver toda a conversa:

. . .

Envie este ensaio para alguém -
ou guarde para mais tarde:

LinkedIn
Threads
Twitter
E-mail
Imprimir
WhatsApp

Se algo aqui te tocar, talvez já seja um passo por hoje.

O conteúdo deste site está licenciado como
Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional

carolmilters.com © 2026