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Observações de diversas naturezas, profundidades e extensões.
Diretamente daqui de dentro, pra chegar aí dentro 💛

Eu devo à minha queda a minha própria vida – e o privilégio de escrevê-la.

Por do sol no rio Hudson NYC Nova York Carol Milters

Era setembro de 2015 quando eu vi o sol se pondo no Hudson.
Nada jamais seria o mesmo depois daquela semana em Nova York, em que eu pude desfrutar de muito do que o dinheiro podia pagar, mas me sentia absurdamente vazia por dentro e solitária.

Quem consegue “ascender” num sistema absolutamente cruel não consegue fazê-lo sem deixar pra trás um pouco de si e da sua humanidade. Até quem consegue “vencer” nesse jogo perde muito.

É uma realidade que corrói a gente de corpo e a alma, estando em cima ou estando embaixo.

Ali, eu estava perto do “topo” do mundo.
Mas que topo distópico era aquele.

Que companhias cínicas eram aquelas.
Que princípios fajutos e autocentrados eram aqueles.

Que bom que eu desmoronei do topo.

Eu devo à minha queda a minha própria vida –
e o privilégio de escrevê-la.

Com amor,
Carol Milters 💛

(Inspirado numa conversa com a Mari Carvalho e motivado pela cena final da série Sucession. Por uma coincidência astronômica, o Kendall Roy mira o por do sol exatamente do mesmo lugar de onde eu mirei, 8 anos atrás, logo antes de tudo mudar)

Carol Milters
Carol Milters

Escritora, Investigadora & Facilitadora
Saúde Mental no Trabalho, Síndrome de Burnout, Workaholismo & Escrita Reflexiva


Autora dos livros, "Minhas Páginas Matinais: Crônicas da Síndrome de Burnout" e Um Passo Por Dia: Meditações para (re)começar, sempre que preciso idealizadora da Semana Mundial de Conscientização da Burnout, do grupo de apoio online Burnoutados Anônimos e conselheira do Instituto Bem do Estar.

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