Crônicas

Arquivo_000 (2)

A gente olha em volta e pensa, “como pode todo mundo dar conta menos eu?”

Ledo engano.

Aquela colega que tá arrasando nas apresentações,
aquele influenciador que fala num palco bem iluminado,
aquele parente que só conta as vitórias,
aquele amigo que parece conseguir tudo na vida
estão mostrando só um lado pra você.

Possivelmente, pra eles mesmos.

Não acredita?

Então me explica:
como pode a ISMA-BR ter realizado uma pesquisa que apontou mais de 30% dos trabalhadores brasileiros estarem com Burnout?

Como pode o Brasil ser o país mais ansioso do mundo,
com metade da população sofrendo com isso?

A conta não fecha.

O seu amigo,
colega,
parente,
talvez esteja afundado em remédios.
Talvez esteja escondendo um trauma que nem ele sabe que tem.

Tenhamos compaixão com quem tá disfarçando.
Todos nós somos programados pra isso
– alguns de nós conseguimos entender que não precisa ser assim.

Pode parecer muito doloroso ser “o único”, “a única” que não dá conta.
Mas é igualmente doloroso passar pela vida sendo quem não é.

Com amor,
Carol Miltersteiner 💛

Carol Milters

Carol Milters

Escritora & Investigadora da Saúde Mental no Trabalho | Síndrome de Burnout & Workaholismo

Autora do livro "Minhas Páginas Matinais: Crônicas da Síndrome de Burnout", idealizadora da 1ª Semana Mundial de Conscientização da Burnout e do grupo de apoio online Burnoutados Anônimos.

DEIXE SEU COMENTÁRIO E CONTINUE A CONVERSA

5 1 vote
Avaliação deste texto
Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários

Artigos e dicas sobre saúde mental no trabalho, síndrome de Burnout, workaholismo e escrita terapêutica no seu e-mail:

Mais crônicas

Nunca foi sorte

 A sorte e o inesperado são inegáveis.Chame isso de universo, de aleatoriedade, de Deus, de destino, mas entenda que não tá tudo na nossa mão.

Continue lendo »

Artigo em destaque

0
O que achou deste texto? Me conta nos comentários 💛 x
()
x