Crônicas

Burnout não é frescura

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Burnout não é frescura.
Não é fraqueza.
Não é um sinal de que você não dá conta.

Eu já conversei com gente de diversas áreas,
em vários países,
que já sofreram com a síndrome de Burnout.

Até hoje,
não conheci uma pessoa que tenha passado por isso em condições justas e adequadas de trabalho.

É por isso que falar disso pode assustar gestores e empresários.
Porque, lá no fundo, eles sabem que tem responsabilidade nisso.

Eles sabem que estão exigindo demais de você.
Eles sabem que, em algum momento, pisaram na bola.
Eles sabem que não estão fazendo direito a sua parte em lidar com pessoas.

E por isso, eles se incomodam.
Olhar no espelho e ver um reflexo imperfeito dói.
E te ver errando, te ver não rendendo como antes, ou como poderia,
acusa as carências dessa liderança.

E isso não vale só pra quem chega ao esgotamento total.
Vale pra quem sofre na mão de uma gestão despreparada,
pra quem precisa ser liderado por gente que não entende de gente.

É claro que cada um de nós tem a sua parcela de responsabilidade nese cenário.

É claro que você precisa aprender a se cuidar,
aprender sobre os seus limites, recursos e valores.

Mas falar disso às vezes me parece meio que chover no molhado.

Então, eu vim aqui pra te dizer que,
quando você precisar falar com o seu gestor sobre o que tá te acontecendo,
e ele não entender,
ou ele te acusar de algo,
por mais que isso te doa,
eu quero que você entenda:
isso diz muito, muito mais sobre ele
do que sobre você.

Com amor,
Carol Miltersteiner 💛

Carol Milters

Carol Milters

Escritora & Investigadora da Saúde Mental no Trabalho | Síndrome de Burnout & Workaholismo

Autora do livro "Minhas Páginas Matinais: Crônicas da Síndrome de Burnout", idealizadora da 1ª Semana Mundial de Conscientização da Burnout e do grupo de apoio online Burnoutados Anônimos.

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