Raiva, um desabafo, uma libertação


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Esse sentimento tão podado em tant@s de nós, especialmente mulheres.

Essa emoção que a gente cresceu aprendendo ser feia, nociva, perigosa.

Homens não estão autorizados a sentir tristeza; mulheres não estão autorizadas a sentir raiva.

Nesse contrato, a gente cresce e anda pela vida sem entender os nossos comportamentos, sem entender as nossas ansiedades e as nossas depressões.

A minha raiva represada já me doeu na garganta.
Cabeça, estômago, peito.
Já me quebrou dente.
Ela me leva a roer unha, a roer a pele dos dedos, me causa bruxismo.

Hoje, eu senti raiva de alguém.
E eu entendi na hora o que essa emoção era.

Senti a raiva.
Escrevi a raiva.
Raiva de quem me via pela minha entrega e me deixou no seco, sem recursos, quando eu mais precisava.
Raiva de quem não me amou incondicionalmente.
Raiva de quem me ensinou que ninguém é confiável.
Raiva de quem me fez parar de acreditar em mim mesma em todas as esferas possíveis.
Raiva de quem mudou as regras do jogo, inverteu o tabuleiro e trapaceou enquanto eu adoecia.
Raiva de mim mesma por não ter antecipado as jogadas do outro.
Raiva de mim mesma por não ter gritado antes.
Raiva de mim mesma por ter ouvido as pessoas erradas.
Raiva de mim mesma por ter me deixado enganar.
Raiva de mim mesma por ter me deixado machucar.

Não sinta dó de mim.

Porque o que eu sinto, agora, é orgulho.

Em 32 anos nesse mundo, é uma das primeiras vezes em que me autorizei a deixar emergir essa raiva sem a necessidade de uma intervenção profissional.
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Agora que eu senti essa raiva toda.
Que eu a coloquei pra fora sem machucar ninguém.
Só pra mim.
Sabe o que acontece com essa raiva?

Ela passa.
Ela está liberta.
E eu também estou.

Pelo menos por enquanto.


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Assinatura Escura CarolMilters.com Website Imagens 26 Burnout Neurodivergência e Criatividade no Trabalho (1)

Escritora, facilitadora e criadora de espaços de cuidado para pessoas atravessando a síndrome de burnout.

Autora dos livros Minhas Páginas Matinais: Crônicas da Síndrome de Burnout e Um Passo por Dia: Meditações para (re)começar, sempre que preciso 

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Carol Milters é escritora, facilitadora e criadora de espaços de cuidado para pessoas atravessando a síndrome de burnout.

Autora dos livros Minhas Páginas Matinais: Crônicas da Síndrome de Burnout e Um Passo por Dia: Meditações para (re)começar, sempre que preciso 

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